Uma chupeta pode ser um instrumento precioso para sossegar um bebé. Já na barriga da mãe, o bebé chuchava com o dedo na boca. A “sucção não nutritiva” (nome técnico para a bela arte de chupetar) é muito usado em bebés pequenos em contextos de desconforto no hospital, pelos seus conhecidos efeitos analgésicos.
Portanto, a sua utilização não deve ser encarada como um vício maléfico, mas sim como uma estratégia para acalmar um bebé a aprender a lidar com este novo mundo. Mas há alguns cuidados a ter quando oferecemos uma chupeta a um bebé.
Começando logo no momento em que escolhemos as chupetas que vamos comprar:
- deve ser uma peça única não desmontável
- o disco da chupeta deve ter no mínimo 4 cm para evitar que entre na boca do bebé
- o disco deve ser de material resistente e ter orifícios de ventilação
- a primeira chupeta deve ser leve para o bebé conseguir mantê-la na boca
Silicone ou latex? Eu costumo recomendar as chupetas de silicone para os primeiros 6 meses (mais resistentes à esterilização e ficam com menos odores) e depois as de latex (mais flexíveis e resistentes às mordidelas do bebé).
E quanto ao formato da chupeta? A chupeta que eu comprei é ortodôntica. E o que é isto? São as chupetas que são achatadas na base e mais redondas na ponta. Alegadamente diminuem o risco de deformidade dentária… mas a realidade é que não existem muitos estudos que o comprovem e o que é mesmo importante é que a chupeta seja retirada na idade certa. Portanto, se o vosso bebé não gostar de uma chupeta ortodôntica – experimentem outro formato de chupeta!

E nunca comprar só uma chupeta! Quantas chupetas já voaram para trás de um móvel ou rolaram para debaixo da cama num momento de choradeira? Mais vale ter outra ali ao lado…
